Governo do Distrito Federal
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1/05/20 às 11h55 - Atualizado em 4/05/20 às 13h00

‘Brigada Solidária’ apoia brigadistas que atuam no DF

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Em 2019, quando fez o teste e o curso de brigadista, Guilherme Gomes Félix, morador do Riacho Fundo II, casado com Paloma, 20, e pai de Josué, hoje com oito meses, estava desempregado e se interessou pela proposta por ter visto ali uma oportunidade de trabalho.

 

Estava prestes a completar 20 anos. Pouco tempo depois, teve oportunidade de atuar na prevenção ao fogo. Mas foi o primeiro combate, em maio do ano passado, na Rua Zero, do Lago Oeste, que ele se assustou e chegou a inalar fumaça. Por isso, costuma dizer que “o primeiro fogo a gente nunca esquece”.

 

Foi também nas aulas e na prática junto aos colegas que aprendeu a lição que não esquece. “O próximo é mais importante”. Estar atento ao colega é um aprendizado que ultrapassa as situações de incêndio e conduz a vida do jovem brasiliense, hoje com 21 anos.

 

Passada a temporada de seca, Guilherme passou a trabalhar como auxiliar de produção mas foi dispensado no início de abril pela Pandemia do Covid-19, que ele considera uma crise muito mais difícil do que as situações de fogo. Além de ter perdido a fonte de renda, percebeu que a luta, no caso do vírus, é solitária.

 

No entanto, um rede de solidariedade criada para ajudar brigadistas em situação de vulnerabilidade mostrou a Guilherme e a muitos dos seus colegas, que o outro ainda é o mais importante.

 

“Forjados no fogo, unidos na solidariedade”. Com esse slogan profissionais que atuam no combate e prevenção a incêndios florestais no Distrito Federal criaram o projeto ‘Brigada Solidária’ para ajudar famílias de brigadistas que estão passando por dificuldades em meio a Pandemia do Covid-19. Cerca de 43 famílias receberam cestas básicas e itens como produtos de higiene, botijão de gás, ração para cães, marmitas, fraldas e remédios. Mais de 500 pessoas foram beneficiadas na primeira etapa da ação que segue arrecadando donativos.

MINIMIZAR SOFRIMENTOS

O professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), Isaac Roitman, escreveu em artigo que, diante da pandemia Covid-19 seria bom “começarmos a pensar e introduzir ações para minimizar o sofrimento dos que tem menos. Essa cultura humanitária poderia persistir após a crise”.

 

Para minimizar o sofrimento dos colegas, a ideia de criar uma campanha de doação foi de Marcelo Trindade Santana, brigadista florestal que atua no PrevFogo do Ibama.

 

À frente da campanha, junto com ele, a coordenadora do Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do DF (PPCIF-DF) pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Carolina Schubart, se propôs a divulgar a divulgar e participar do projeto. Ela explica que os brigadistas que atuam no Distrito Federal no período de seca ainda não foram contratados para a temporada de trabalho em 2020.

 

“Como esse ano as contratações ainda não ocorreram e muitos deles estão impedidos de realizar outras atividades por causa da recomendação de isolamento social, partimos para a campanha de solidariedade porque sabemos que muitos estão passando por situação difícil”.

 

Carol enviou o pedido para amigos, servidores públicos e às instituições que fazem do PPCIF. “Elas foram muito parceiras. As instituições que ajudaram foram IBAMA, ICMBIO, SEMA, Brasília Ambiental, ADASA, IBGE, JBB, CBMDF, FUNAI, EMATER, e alguns agricultores rurais do DF”, conta.

 

Marcelo Santana usa os termos técnicos usados pelos brigadistas para nomear as seis fases de combate ao fogo para falar do êxito do primeira fase da campanha, aproveitando também para reforçar o convite para que mais pessoas se engajem. “Partimos para o PRIMEIRO ATAQUE mobilizando pessoas compromissadas com a causa. Iniciamos o CONTROLE aplicando todas as técnicas de prevenção e combate. No processo de EXTINÇÃO algumas áreas já estão fora de perigo iminente. Com a VIGILIÂNCIA manteremos o monitoramento constante das áreas. DESMOBILIZAR NUNCA”.

 

Com a ação da Brigada Solidária situações de risco e vulnerabilidade foram debeladas, como lembra Guilherme.“Estava precisando muito. A Pandemia pegou todo mundo de surpresa e o pessoal da Brigada fez esta iniciativa muito especial. Além da cesta básica, recebemos ajuda para o gás e produtos de limpeza, o que nos ajudou muito”, diz.

 

Com a ação da Brigada Solidária situações de risco e vulnerabilidade foram debeladas, como explica Guilherme Gomes Félix, de 21 anos, um dos brigadistas beneficiado. “Foi ótimo. Estava precisando muito. A Pandemia pegou todo mundo de surpresa e o pessoal da Brigada fez esta iniciativa muito especial”.

 

Ele trabalhou como brigadista pela primeira vez no ano passado. Esse ano, estava também atuando como auxiliar de produção, recebendo um salário mínimo, mas foi afastado desde o início da Pandemia. Casado, com um filho de oito meses e com a esposa sem trabalhar, Guilherme que mora no Riacho Fundo. “Além da cesta básica, recebemos ajuda para o gás e produtos de limpeza, o que nos ajudou muito”, diz.

 

Marcelo está satisfeito com o resultado. Mas como bom combatente, volta a falar como brigadista. “Vamos recarregar as baterias, encher as bombas costais, amolar as ferramentas. O fogo está controlado, mas não vamos descuidar na vigilância. Podemos ter ainda alguma reignição.”

 

Quem quiser participar da Brigada Solidária pode fazer depósito nas seguintes contas:

 

Banco do Brasil
Marcelo Trindade Santana
Ag: 2727-8
Cc: 10.804-9

 

Banco do Brasil

Carolina Schubart
Ag. 3603-X
Cc:105617-4