Governo do Distrito Federal
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26/06/20 às 15h52 - Atualizado em 26/06/20 às 15h55

Continue Acertando – dica de como acondicionar o lixo em tempo de pandemia

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Campanha da Sema e parceiros incentiva população a cuidar dos seus resíduos durante a Pandemia

 


 

 


 

A Pandemia por Covid-19 transformou o modo de viver mundo afora. Muitos se perguntam quando a vida voltará ao normal. E especialistas respondem que nada será como antes. Mas a Secretaria de Meio Ambiente e parceiros têm uma sugestão de algo que cada morador do Distrito Federal pode seguir fazendo. E lançaram o chamado em uma campanha de educação ambiental: Reduza, Reaproveite, Recicle e Continue serão divulgados vídeos curtos e educativos, além de cards. A novidade é que os servidores dos órgãos envolvidos vão passar as mensagens mostrando como fazem a gestão dos resíduos gerados em suas residências. Em teletrabalho, cada um gravou suas próprias dicas.

 

O objetivo da ação, segundo o titular da Sema, Sarney Filho, é fortalecer a gestão adequada dos resíduos feita pelos cidadãos brasilienses em suas residências. “Incentivando, assim, a manutenção de bons hábitos de redução, reaproveitamento e reciclagem adquiridos pela população ao longo dos anos e que não podem ser descartados em momentos de crise como a atual situação”, afirma.

 

Além da Sema, participam os setores de Educação Ambiental, Comunicação e Resíduos Sólidos do Brasília Ambiental, Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (ADASA).

EXEMPLO QUE VEM DE CASA

Um dos servidores que vai compartilhar sua experiência é Webert Oliveira Ferreira, 39, do Brasília Ambiental. Ele conta que trata cerca de 80% dos resíduos da sua casa, localizada nos Jardins Mangueiral. “Estou na campanha para somar. Atuamos em órgãos que trabalham com temáticas ligadas ao meio ambiente e, nesse momento, estamos fazendo ações separadas que se juntaram, em uma sinergia incrível”, conta.

 

Também permacultor, ele acredita que esta formação possibilita um conhecimento um pouco mais aprofundado de técnicas de reciclagem. “Todo orgânico vai para o minhocário, para a composteira. Também mantenho uma horta, evito que entre embalagem em casa e, a que vem, lavo e utilizo para outras coisas. Uso uma bombona para compactar as embalagens plásticas e só faço o descarte quando o utensilio está cheio”, enumera.

 

Com o exemplo dele e dos demais participantes, a campanha vai divulgar orientações práticas sobre como manter bons hábitos de gestão de resíduos em residências, incluindo o descarte durante a pandemia de COVID-19; dicas de não geração; redução; reaproveitamento; reciclagem e separação de resíduos para coleta seletiva (limpeza, tipos de resíduos) e; descarte de resíduos especiais.

SEGURANÇA PARA OS CATADORES

A proposta de iniciar a campanha ainda durante a quarentena busca incentivar os moradores a continuar separando os resíduos de forma adequada para o momento em que a prestação do serviço de coleta seletiva for retomada pelo SLU. “Possibilitando, assim, que a população tenha credibilidade nas ações adotadas e entenda a importância do papel de cada um no processo”, diz Sarney Filho.

 

De acordo com o subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema, Jair Tannus, a expectativa é de que haja um aumento da geração de resíduos domiciliares enquanto durar o isolamento social. “Então, a campanha visa justamente incentivar os bons hábitos para que a gente tenha condições de retomar a coleta seletiva”.

 

Para evitar o risco de contaminação da equipe de coleta, a campanha vai reforçar as dicas para o usuário, que deve acondicionar os resíduos sólidos em saco plástico descartável e resistente; preenchê-lo somente até dois terços da sua capacidade e colocá-lo dentro de um segundo saco descartável bem fechado para impedir que qualquer parte dos resíduos fique exposta. “É importante manter o hábito de separação dos resíduos, e este é um ótimo momento para refletirmos sobre como gerar menos resíduos e dar a destinação mais sustentável possível”, lembra Maria Fernanda Teixeira.

HISTÓRICO

De janeiro a setembro de 2019, foram encaminhadas para a reciclagem mais de 24 mil toneladas de materiais, entre papéis, metais, plásticos, embalagens longa vida e vidros. O valor ainda representa menos de 4% do total de resíduos coletado no DF.

 

De acordo com o Plano Distrital de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos, a estimativa é de que se poderia chegar a 28% com a expansão dos serviços de coleta seletiva e com uma adesão maior da população.

 

A Coleta Seletiva no DF teve início ainda na década de 90 na região de Brazlândia e, aos poucos, foi difundida para outras regiões, chegando, em 2014, a todas elas. Com alguns períodos de suspensão, nos últimos cinco anos houve grandes avanços na gestão de resíduos praticada no DF. Em 2017 foi inaugurado o primeiro Aterro Sanitário da cidade, possibilitando, em 2018, o fechamento do maior lixão da América Latina em funcionamento, conhecido como Lixão da Estrutural.

 

As mudanças também representaram a inclusão sócio-produtiva de catadores de materiais recicláveis, contratados por meio de suas cooperativas e associações para prestar serviços de coleta e triagem de materiais recicláveis em Instalações de Recuperação de Resíduos, o que possibilita um trabalho com mais qualidade de vida, segurança e remuneração.

LEMBRE-SE

Resíduos recicláveis secos: papéis, papelões, plásticos, metais, isopor e embalagens longa vida.

 

Resíduos orgânicos: papéis sujos ou engordurados, restos de comida, cascas de frutas/verduras, palitos de picolé e outros resíduos de madeira assemelhados, filtros de café e chá, borra de café, restos de folhas.

 

Rejeitos: papel higiênico, absorventes íntimos, fraldas descartáveis, entre outros.

 

 

Assessoria de Comunicação

Secretaria do Meio Ambiente