Governo do Distrito Federal
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5/06/20 às 11h35 - Atualizado em 5/06/20 às 11h35

Dia Mundial do Meio Ambiente é oportunidade para reflexão

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Desde 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) e diversas outras entidades ao redor do mundo promovem ações de conscientização no Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de junho.

 

 

O tema escolhido para marcar a data em 2020 é a biodiversidade. A proposta  permite reflexões sobre o momento atual, destacando a interdependência entre a saúde humana e a saúde do planeta, buscando entendimentos sobre como construir um mundo melhor.

 

O governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), seus órgãos vinculados e  outras áreas de sua esfera, tem promovido inúmeras ações pelo meio ambiente e pela sustentabilidade. E, mesmo em tempos mais complicados, vem avançando nessas iniciativas.

 

 “Precisamos utilizar esse momento complexo e difícil que a pandemia nos impôs para repensarmos nossas ações em relação ao meio ambiente. Esse é um momento singular. A reflexão e a ação são mais do que necessárias”, defende o secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho.

 

Segundo ele, no Dia Mundial do Meio Ambiente, é preciso levantar a voz contra a destruição ambiental que tem sido perpetrada no Brasil.  “Cuidar da saúde ambiental é condição essencial, e não secundária, para preservar a saúde humana. É ponto pacífico, entre médicos e cientistas, que outras pandemias virão. Para enfrentá-las, será necessário conduzirmos a sociedade sobre novas bases. É fundamental, para nossa sobrevivência, que elas sejam mais justas, igualitárias e sustentáveis”, disse.

 

DEVER DE CASA

 

Sarney Filho afirmou que a Sema  “está cumprindo o seu dever de casa, protegendo o cerrado, cuidando das bacias hidrográficas, com programas de proteção de nascentes, implementando sistemas agroflorestais mecanizados, recuperando áreas degradadas, revitalizando e ampliando os parques, cuidando do clima e desburocratizando as licenças ambientais”.

 

 

CENTRO DE TRIAGEM

 

O GDF vai entregar em agosto o Complexo de Reciclagem, que  funcionará para a recepção, triagem, classificação, prensagem, armazenamento e comercialização dos materiais recicláveis advindos da coleta seletiva do DF. O empreendimento engloba, em uma área de 80 mil m2, duas Centrais de Triagem e Reciclagem (CTRs) e uma Central de Comercialização (CC). O valor da obra é de mais de 24 milhões de reais e vai gerar mais de 2 mil empregos.

 

A obra, coordenada pela Sema, é executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Já o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) será responsável por gerir os Centros de Triagem, junto a cooperativas e associações de catadores ligadas à Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop), que conta com 27 associados.

 

 

 

AGRICULTURA FAMILIAR

 

A agricultora Maria Ivanildes Souza integra, há mais de um ano, o projeto-piloto Sistemas Agroflorestais (SAF) Mecanizados, implantado nas bacias do Paranoá e do Descoberto sob a coordenação da Sema.

A iniciativa tem como meta a implementação de boas práticas agrícolas inovadoras em Bacias Hidrográficas estratégicas do Distrito Federal para contribuir com a segurança hídrica do DF. Já foram implantados 16 hectares com o modelo. Até o final de 2020, serão totalizados 20 hectares.

 

No sistema agroflorestal acontece o plantio de espécies agrícolas e florestais diferentes em uma mesma área, o que torna possível a produção sem que a natureza seja prejudicada. “Estamos ajudando a preservar o meio ambiente, a terra é muito importante para nós, agricultores. Ano passado os poços secaram, esse ano, graças aos SAFs implantados, os poços estão com água”, destacou Ivanildes.

 

“Estamos preservando a natureza, plantando e colhendo água, para o nosso futuro e futuro das nossas crianças. Sou grata por dar minha contribuição,  protegendo o solo”,  afirmou a agricultora Francisca Barros.

Ilnéia Rocha, agricultora que também integra o projeto, concordou: “Plantamos água, vida, e o meio ambiente agradece”.

 

 

CLIMA

 

Em maio, a secretaria iniciou um levantamento de espaços com potencial para serem utilizados como sumidouros de carbono, áreas que retiram os gases de efeito estufa da atmosfera e os armazena por um período, lançando oxigênio na atmosfera.  A ação faz parte da meta do governo de neutralizar as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Distrito Federal até o final de 2022. A expectativa é que a iniciativa aumente o aproveitamento do potencial que a natureza tem de fixar o carbono que circula livre na atmosfera, aumentando assim, a presença de áreas de vegetação.

 

A recuperação e o enriquecimento da vegetação permitirão que o Distrito Federal possa aproveitar ao máximo o potencial da cobertura vegetal para absorver e fixar o carbono atmosférico, além de recuperar a capacidade de produzir água. A ação vai representar uma efetiva redução das emissões desses gases no DF.

 

 

COMBATE A INCÊNDIOS

 

Também no último mês, a Sema deu início as ações anuais de combate a incêndios florestais. O trabalho desenvolvido faz parte do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF). Para a realização das ações, o governador do DF, Ibaneis Rocha, liberou 3 milhões que serão destinados à contratação, a partir de junho, de 148 brigadistas. O edital para a seleção dos profissionais sairá nos próximos dias.

 

Foi também lançado o Almanaque do Fogo, em formato digital, pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). A publicação dialoga com toda sociedade sobre a importância e os perigos do fogo, além de dar suporte às ações de educação ambiental, e está disponível no site do instituto.

 

 

IMPACTOS AMBIENTAIS

 

A apreensão com os impactos ambientais move também uma das principais ações da Sema: a elaboração de um diagnóstico da contaminação do antigo Lixão da Estrutural, com proposta de remediação para toda a área, por meio de tecnologias inovadoras. 

 

Durante mais de 50 anos foram acumulados resíduos no local, próximo aos limites do Parque Nacional de Brasília, em processo de deposição irregular de rejeitos, gerando impactos negativos sobre as nascentes do parque que convergem para o Lago Paranoá. A maior preocupação é com a infiltração do chorume, acumulado durante décadas em formações mais profundas do solo.

 

Entre as técnicas inovadoras a serem experimentadas no local estão a fitorremediação, avaliação do modelo de transporte de contaminantes subterrâneos e o tratamento do chorume. Esses estudos darão subsídio para a elaboração do termo de referência para o Projeto de Recuperação da Área Degradada (Prad), de responsabilidade do Ibram.

 

 

ÁGUA

 

Para revitalizar áreas degradadas e garantir os serviços ambientais prestados por espaços importantes para a população do DF, a Sema está executando dois projetos: “Recuperação de danos nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) na Orla do Lago Paranoá” e “Restauração de 80 Hectares em áreas de nascentes, de preservação permanente e de recargas de aquíferos nas Bacias do Rio Descoberto e Rio Paranoá”.

 

O Projeto Orla prevê a recuperação de 65 hectares ao longo das APPs da Orla do Lago Sul do Paranoá com ações nos 30 metros às margens do espelho d`água do Lago Sul. A orla do lago tem um contorno total de 102,31 Km, sendo 50,31 Km no Lago Sul e 52 Km no Lago Norte.

 

Os recursos de R$2 milhões são provenientes do Fundo Único do Meio Ambiente (Funam). Os valores se referem aos pagamentos de acórdãos judiciais e termos de ajustamento de conduta dos moradores responsáveis pelas ocupações irregulares envolvidos em uma Ação Civil Pública.

 

 

 

NOVO MAPA

 

Para auxiliar a gestão territorial e monitorar a dinâmica de ocupação, a Sema iniciou no último mês, a elaboração do novo Mapa de Cobertura Vegetal e Uso do Solo do Distrito Federal. O instrumento ajuda também a identificação do estado da cobertura vegetal e fornece dados para ações de conservação e recomposição da vegetação natural. O cerrado, segundo maior bioma da América do Sul, é considerado a mais rica savana do mundo.

 

O novo mapa ficará pronto em quatro meses e seguirá padrões já convencionados, tendo por base o Manual Técnico de Uso da Terra (IBGE, 2006) e as classificações utilizadas pelo Inventário Florestal Nacional no Distrito Federal, realizado pelo Serviço Florestal Brasileiro (2016). E, por essas razões, deverá ser o mapa oficial da cobertura vegetal e uso do solo no DF.

 

 

BIODIVERSIDADE

 

Um estudo inédito no Brasil, a ser iniciado em breve, será conduzido pela Sema para analisar o modo de vida das capivaras e as repercussões de sua presença, maior a cada ano, ao longo do perímetro do Lago Paranoá.

 

O projeto Capivaras – Identificação e Monitoramento da População de Capivaras no Lago Paranoá será realizado em parceria com estudiosos da espécie e de instituições como a Embrapa, a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Católica de Brasília (UCB). O prazo de execução é de doze meses.

 

Para Sarney Filho, é importante destacar a preocupação da pasta em proteger a fauna silvestre, mas, também, proteger os seres humanos. “Para isso, estabelecemos critérios objetivos para identificar se a ocorrência de capivaras nos 80 km da Orla pode ser nociva ou não, já que ela vive tão perto das pessoas”, afirmou.

 

 

 

Assessoria de Comunicação

Secretaria do Meio Ambiente