Governo do Distrito Federal
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27/06/17 às 12h04 - Atualizado em 30/10/18 às 11h16

Distrito Federal tem espaço de convivência exclusiva para cães

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Sema na Imprensa

Do Jornal de Brasília

A língua para fora, as patinhas sujas, o rabo dançante e as orelhas em pé definem o cenário: há cachorros se divertindo livremente no Lago Norte. Ontem, um espaço de convivência para cães foi inaugurado na cidade, o ParCão, testando um modelo que pode ser ampliado para outras regiões administrativas do Distrito Federal. Com 600 metros quadrados e ao custo de R$ 103 mil, o local tem parceria com entidades privadas para manutenção. A expectativa é beneficiar 37 mil pessoas.

O ParCão na QI 2 do Lago Norte é o primeiro da capital a separar animais mais ativos e de maior porte daqueles menos vigorosos, idosos ou com algum tipo de deficiência. Ele fica localizado na Praça da Família, onde já existe um ponto de encontro comunitário, quadras de vôlei e circuito de ginástica. Para quem mora na região e até para quem andou alguns quilômetros para chegar ali, o novo espaço para os bichos completa a área.

Segurança

“A cerca alta, a divisão entre os estilos de animais e a água abundante são diferenciais bacanas. Parques para os bichos são essenciais. Eu sou um tipo de pessoa que jamais solto da coleira porque não acho seguro, mas, em um ParCão, é possível dar liberdade aos cachorros”, opina a servidora pública Patrícia Pereira, 49, moradora da Asa Norte. Ela levou os três bichinhos, de portes e personalidades diferentes, para brincar o espaço.

Para Carina Paes Leme, bióloga de 38 anos, o local tem um objetivo diferente. Ela já costuma soltar os dois cachorros adotados. Eles, inclusive, gostam de dar alguns mergulhos no Lago Paranoá. “É bom para cachorro poder interagir. Em casa, costumam ficar sozinhos, mas aqui compensa andar um pouco mais pela cachorrada, para que interajam e não fiquem anti-sociais”, explica.

Projeto

O investimento no projeto ficou por conta da Secretaria do Meio Ambiente em parceria com especialistas voluntários e integrantes de organizações não governamentais. Os recursos foram obtidos por meio do Comitê Interinstitucional da Política Distrital para os Animais (Cipda), mas a contratação da obra foi responsabilidade da Administração Regional do Lago Norte.

“Estamos desenvolvendo um modelo de parceria com empresas que ajudam a manter, que foi o que o administrador conseguiu”, explica o secretário André Lima.

De acordo com Marcos Woortmann, administrador do Lago Norte, a intenção é fortalecer laços comunitários, já que a interação não se limita aos animais. Os donos, tutores e amantes de cães passarão a conviver no mesmo local. Ao Jornal de Brasília, o gestor adiantou que há previsão da construção de outro ParCão, agora n a região do Taquari. “Só depende de recursos”.

Regras

Os animais só poderão ficar no cercado acompanhados dos tutores, que devem ter força e tamanho suficientes para controlar o animal. Crianças podem ficar no local, mas precisam ser acompanhadas por pais ou responsáveis. Se houver conflito entre cães, é obrigatória a intervenção dos tutores.
O recolhimento de fezes dos animais é obrigatório e plásticos para a higiene podem ser encontrados no ParCão. Os bichos devem estar vacinados e vermifugados, não ter infestação de pulgas nem carrapatos e as fêmeas não podem estar no cio.

Saiba Mais:

O ParCão já foi instalado no Parque da Cidade e no Cruzeiro Novo, onde cães e gatos podem ser levados ao local.

O espaço já existe em outras grandes metrópoles brasileiras, como Blumenau, Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Na cidade gaúcha, inclusive, existe uma lei municipal que determina que todos os parques que tenham mais de dez hectares tenham área exclusiva para animais.

Cães se divertiram na inauguração do ParCão. Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília.