Governo do Distrito Federal
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19/12/19 às 18h31 - Atualizado em 19/12/19 às 18h32

Em seminário, Sarney Filho fala sobre usos múltiplos da água

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O secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho, participou, nesta quinta-feira, (19/12), em Brasília/DF, da mesa de abertura do Seminário Usos Múltiplos da Água, promovido pelo  Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em parceria com a Comissão Especial de Saneamento Básico, Recursos Hídricos e Sustentabilidade da entidade.  A coordenadora de Recursos Hídricos da Subsecretaria de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema, Cristina Marodin integrou o Painel 1: Uso da Água para Consumo Humano.

 

De acordo com Sarney Filho, a segurança hídrica e os múltiplos usos da água estão entre os temas mais importantes e prementes da atualidade. Para ele, garantir a segurança hídrica é também fundamental na proteção da biodiversidade e no combate ao aquecimento global, “conforme o país assumiu sob o Acordo de Paris, com o qual nós, no Governo do Distrito Federal, estamos totalmente comprometidos”, completou.

 

Ele destacou que a agenda de água no Brasil e no mundo, tem conquistado relevância cada vez maior, seja em razão de eventos climáticos extremos, como enchentes e estiagens mais severas e frequentes, seja devido à crescente demanda por água para os diversos usos, como agricultura, energia, navegação, turismo e abastecimento das cidades.

 

Diante do quadro, Sarney Filho acredita que os desafios não são pequenos e que, para fazer frente a eles, é necessário que as políticas públicas voltadas ao setor sejam estáveis, garantindo recursos financeiros, aumento da eficiência dos gastos, além de melhorias nos indicadores, na prestação de serviço das empresas e dos serviços municipais, “para que a população, em especial a mais pobre, possa se beneficiar desses investimentos, ganhando em qualidade de vida”.

 

O secretário lembrou que Brasília situa-se no coração do Cerrado, bioma que está, juntamente com a Amazônia, no cerne da questão hídrica no Brasil. “Sabemos, contudo, não apenas porque nos diz a ciência, mas também por termos vivenciado há poucos anos uma crise hídrica com rigoroso racionamento, que precisamos agir na proteção de nascentes e mananciais, na recuperação da vegetação nativa, assim como na racionalização do consumo de água”, disse.

 

Para tanto, ele defende a importância de ações de recomposição da cobertura vegetal e a proteção das nascentes e beiras de cursos d’água para a revitalização dos rios. Além da necessidade de se fortalecer os órgãos gestores estaduais, os comitês de bacias hidrográficas e os colegiados institucionais. “É nesse sentido que estamos trabalhando no Conselho de Recursos Hídricos do DF”, garantiu.

 

Participaram também da abertura, o presidente da Comissão Especial de Saneamento, Recursos Hídricos e Sustentabilidade Leandro Mello Frota, a integrante da comissão,  Luciana Figueras, o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Rio de Janeiro Filippo Scelza,  o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES/DF), Sergio Antonio Gonçalves e, o assistente do Gabinete da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica, Demetrios Christofidis.

 

DESAFIOS

 

 

Em sua palestra, Cristina Marodin citou os principais desafios da gestão dos recursos hídricos do Distrito Federal na perspectiva da Sema. “São eles a escassez hídrica, a expansão urbana e o desmatamento predatório da vegetação típica do Cerrado, gerados por fatores como mudanças climáticas, aumento da população, conflitos e uso não sustentável da água, captações clandestinas, impermeabilização do solo, ocupação desordenada e predatória e, incêndios florestais”, afirmou.

 

Por outro lado, ela destacou algumas das estratégias e ações já em implantação  pela Secretaria como forma de lidar com os desafios, como a implantação de 20ha de Sistemas Agroflorestais Mecanizados; a aplicação do Índice de Sustentabilidade de Bacia Hidrográfica nas bacias do Descoberto e Paranoá; a recuperação de 80ha de áreas de nascentes, Área de Proteção Ambiental (APP) e de recarga de aquíferos e, o Programa Poupa DF.

 

 

Secretaria de Meio Ambiente

Assessoria de Comunicação