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13/07/17 às 16h22 - Atualizado em 30/10/18 às 11h16

Escola do Riacho Fundo II é referência em sustentabilidade

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Visita de campo do comitê criativo no Centro Educacional Agrourbano Ipê mostrou ações que podem ser incluídas na Virada do Cerrado em 2017

(Brasília, 13/7/2017) – O comitê criativo da Virada do Cerrado visitou nessa quarta-feira (12) o Centro Educacional Agrourbano Ipê, escola referência em tecnologias sustentáveis de baixo custo como agrofloresta, captação de água da chuva, aquaponia (criação de peixes e cultivo de plantas no mesmo ambiente aquático) e compostagem. O objetivo foi inspirar os integrantes dos comitês criativos locais a replicar as iniciativas nas suas regiões.

A promoção de práticas sustentáveis na escola começou em 1995, para apontar soluções para a conservação das nascentes e uso sustentável da água. A escola fica no Combinado Agrourbano de Brasília I (Caub), no Riacho Fundo II, integrado por uma vila urbana, chácaras e área de proteção ambiental. Para proteger as diversas nascentes da região, o projeto serve de exemplo para a comunidade, com maioria de produtores agrícolas.

A vice-diretora da unidade de ensino, Gedilene Lustosa, ressalta que, como a escola fica em uma área de produção agrícola, são necessárias ações para diminuir o impacto da agricultura. “Dessa maneira, preservamos a nossa água e evitamos ações como o uso de agrotóxicos, a poluição dos lençóis freáticos e o desmatamento”, afirma.

A coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), Juliana Pinto, disse que os integrantes do comitê criativo ficaram animados com o que viram. “O mais interessante foi perceber que a escola é focada no ensino para a prática”, constatou. E assinala que “a escola não está interessada em desenvolver o aluno somente para passar no vestibular, mas em formar cidadãos que pensam sustentavelmente no futuro”.

Os comitês criativos locais devem aplicar estas atividades na Virada, aposta Juliana. As atividades que serão desenvolvidas em cada região serão apresentadas na próxima reunião em 17 de agosto.

Ensino

O professor de Biologia Leonardo Hatano, que participa dos projetos de tecnologias sustentáveis, destaca que os alunos participam de todo o processo. “Eles colocam mesmo a mão na terra”, diz. Para ele, essa forma de ensinar é mais eficiente que a tradicional, dentro de sala de aula.

Todas as técnicas são utilizadas pelos professores para aplicação dos conteúdos educacionais. Os 520 estudantes da escola participam das ações, que incluem uma horta orgânica e experimentos de física, como o fogão solar. Conheça um pouco das práticas transmitidas na escola:

Agrofloresta: combinação de diferentes espécies de árvores com cultivos agrícolas de forma simultânea. Na escola, já foram plantados: banana, ingá, mamão, jenipapo, maracujá, batata doce, mandioca e cajuzinho do cerrado. A banana, por exemplo, já foi consumida na merenda como ingrediente da farofa.

Captação de água da chuva: por um cano ligado a uma calha ao teto da escola. A água é filtrada e levada para um tanque, onde são criados peixes em sistema de aquaponia.

Aquaponia: sistema de cultivo que une a piscicultura (cultivo de peixes) e a hidroponia (cultivos de plantas sem o uso do solo, com as raízes submersas na água). No tanque, são produzidas tilápias com a água da chuva e plantas submersas. A vegetação é alimentada pelos minerais das fezes dos peixes.

Tratamento de esgoto: como não há rede de esgoto na região, a água da fossa será tratada. A escola produziu um filtro para “água cinza” (de esgoto doméstico) que elimina substâncias químicas e bactérias, feito de carvão. Parte da água filtrada será usada para regar as plantas, e parte será reaproveitada na descarga dos banheiros.

Sala ecológica: construída com a técnica superadobe, um processo que utiliza sacos de polipropileno preenchidos com terra argilosa. O teto foi feito com caixas de leite recicladas. A sala é utilizada para ações extraclasse, como contação de histórias.

Comitê criativo

O comitê é um espaço de criação, organização e produção do programa por todos os seus integrantes. Em 2016, foram criados comitês criativos locais, onde cada região administrativa do DF mobilizou seus parceiros no planejamento e participação nas atividades da Virada. Em 2017, os comitês criativos locais estão mantidos e 12 já estão em funcionamento.

Com informações da Agência Brasília.

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Vídeo da Virada do Cerrado de 2016

Portfólio da Virada do Cerrado de 2016

Agência Brasília: Centro Educacional Agrourbano Ipê investe em projetos para preservação da água

Mais informações:

E-mail: comunicacaosema@gmail.com

Telefone: (61) 3214 – 5611

Integrantes do comitê criativo da Virada do Cerrado observam experiências sustentáveis da escola no Riacho Fundo II. Foto: Juliana Pinto/Sema-DF. 

Integrantes do comitê criativo e servidores da escola. Foto: Reprodução/Virada do Cerrado. 

Todos os 520 estudantes da escola participam das ações, que englobam também uma horta orgânica. Foto: Tony Winston/Agência Brasília.