Governo do Distrito Federal
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4/10/19 às 18h13 - Atualizado em 4/10/19 às 18h54

JBB reforçará proteção às nascentes

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A preservação e proteção das nascentes da Estação Ecológica do Jardim Botânico de Brasília foram o tema central da visita do secretário de Meio Ambiente do DF, Sarney Filho, e do presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF, Daniel Beltrão de Rossiter Corrêa, nesta sexta-feira (04/10).

 

A diretora-executiva do Jardim Botânico de Brasília, Aline De Pieri, apresentou as quatro captações de água da Caesb localizadas dentro da unidade de preservação, que abastecem mananciais da região e Lago Paranoá.

 

“Ficamos felizes em apresentar esse tesouro ao secretário e ao presidente da Caesb. O trabalho de preservação desenvolvido dentro da Estação Ecológica é fundamental para a manutenção da qualidade da água que chega à casa dos brasilienses”, reforçou Aline De Pieri.

 

A diretora explicou que a proposta da visita foi o estreitamento das relações entre as instituições para fechar novo acordo de cooperação. “Vamos buscar parceria com a companhia para concluir projetos fundamentais para o JBB, como o cercamento da Estação Ecológica. Essa é uma forma proteger não só as nascentes, mas toda a biodiversidade presente na área protegida ”, afirmou.

 

As captações do Córrego Cabeça de Veado complementam o abastecimento de água dos habitantes do Jardim Botânico e Lago Sul. “Precisamos, contudo, reforçar a participação da Caesb no trabalho de preservação dos recursos hídricos dessa importante unidade de conservação, e ampliar o acordo de cooperação que já existe com o JBB”, argumentou Sarney Filho.

 

Para Daniel Corrêa, a visita foi importante não só para conhecer as captações e a Estação de Tratamento, mas também para verificar as necessidades do Jardim Botânico de Brasília. “Temos muito interesse em ajudar esse importante espaço de preservação e queremos investir nessa parceria”, adiantou o presidente da Caesb.

 

Nascentes

Existem 25 nascentes mapeadas dentro da Estação Ecológica do JBB, segundo estudo realizado por técnicos da unidade. Desse total, 9 foram identificadas como intermitentes (deixam de verter água no período da seca) e 4 deixaram de ser perenes (permanentes).

 

 

O trabalho de preservação, portanto, é fundamental para a manutenção da segurança hídrica da população do DF. “A educação ambiental é uma ferramenta poderosa para conscientizar sobre a necessidade de preservar o Cerrado. Associado a isso, queremos atrair investimentos em pesquisa e proteção. Além disso, pretendemos intensificar a fiscalização para termos um maior controle dos dados dentro da nossa área”, concluiu a diretora do JBB.

 

Berço das águas

O Cerrado é o segundo maior bioma do país e ocupa a maior parte do Planalto Central, totalizando uma área de mais de 2.000.000 km2 – correspondendo a cerca de 20% do território nacional. Ganhou o título de berço das águas porque dá origem a grandes bacias hidrográficas brasileiras: Araguaia-Tocantins, São Francisco e Prata.

 

 

Dessa forma, o Jardim Botânico de Brasília encontra-se numa das mais importantes bacias do DF, a bacia hidrográfica do Rio Paranoá, e está inserido na APA Gama-Cabeça de Veado, que integra a rede mundial de Reservas da Biosfera estabelecida pela UNESCO. Junto com as Unidades de Conservação da Estação Ecológica de Águas Emendadas – ESECAE, Parque Nacional de Brasília, essas áreas correspondem a 9% da área do DF e 22% do total de Cerrado remanescente no DF.

 

Isabel Freitas

Assessoria de Comunicação

Jardim Botânico de Brasília