Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
17/07/20 às 3h44 - Atualizado em 17/07/20 às 3h46

Prevenção e combate a incêndios florestais é debatido pela Sema e Brasília Ambiental

COMPARTILHAR

Ter recursos garantidos desde o inicio deste ano para a contratação de brigadistas é uma inovação fundamental para que o Distrito Federal possa atuar de forma mais efetiva em 2020 na prevenção e no combate ao fogo no cerrado.

 

A opinião é da responsável na Secretaria do Meio Ambiente (Sema), pela execução do Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF), Carolina Schubart. O Plano coordenado pelo secretário da Sema, Sarney Filho, reúne 17 órgãos do GDF, entre eles o Corpo de Bombeiros do DF e a Defesa Civil.

 

 

Ela participou, na tarde de quinta-feira (16.7), do debate descontraído nas redes sociais da Secretaria de Meio Ambiente do DF (Sema) e do Instituto Brasília Ambiental, ao lado do diretor do Programa de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do instituto, Pedro Paulo Cardoso.

 

A representante da Sema explicou que os órgãos que integram o PPCIF atuam durante todo o ano para planejar e executar suas atividades. “Por causa da pandemia, de acordo com orientação do secretário Sarney Filho, tivemos que adaptar algumas ações, como as blitzes educativas que estão suspensas. Mas o material informativo está disponível à população por meio das redes sociais, disse Carolina Schubert.

Cuidados

Pedro Paulo Cardoso reforçou que os 148 brigadistas selecionados pelo Brasília Ambiental este ano receberam uma carta de recomendações com medidas sanitárias e de segurança para a prevenção ao Covid-19, entre elas o uso de máscaras e outros equipamentos individuais e o número máximo de pessoas em cada veículo utilizado nas ações.

 

 

O diretor falou sobre os níveis dos incêndios que podem eclodir durante o período mais crítico de seca – agosto e setembro no DF.

 

“As ocorrências vão do nível 1, quando a equipe local consegue debelar o fogo, passa pelo dois (quando há necessidade de participação de equipes de outros estados, até o três, quando órgãos federais são acionados e é necessário mais pessoas e mais tempo para o controle da área atingida”, explicou. Ele citou o apoio do ICMbio-Instituto Chico Mendes.

 

Segundo Pedro Cardoso, até agora, a área queimada em Unidades Conservação é de cerca de 50 hectares, de acordo com cálculos do Brasília Ambiental. Os números são bem inferiores aos de 2019. Ele explicou, ainda, que o chamado triângulo do fogo, é composto por fogo, oxigênio e o material combustível (geralmente mato alto e seco).

 

“É necessário cortar o efeito de pelo menos um dos três para que o incêndio não se alastre”, afirma.

 

Nesse sentido, ele destacou a participação dos moradores, principalmente das áreas rurais. “A população é nosso grande agente de informação”, disse.

 

Existem dois principais canais de comunicação para acionar as autoridades. O número 193, do Corpo de Bombeiros e o 162 para denúncias de crime ambiental, já que atear fogo em resto de lixo e de poda de árvores é proibido.

 

 

Pedro citou ainda o projeto Observador de Fumaça, do Brasília Ambiental, no qual os interessados podem se cadastrar na página do órgão e se tornar voluntários. O objetivo é envolver a comunidade vizinha aos parques para alertar as autoridades ao primeiro sinal de fogo.

 

Carolina Schubart e Pedro Cardoso também chamaram a atenção para a importância do trabalho dos brigadistas no Distrito Federal. Este ano são 148 brigadistas florestais, número maior até hoje, atuando no combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação de competência do Brasília Ambiental.

 

“Aqui não temos terremoto, por exemplo, mas temos incêndios florestais, que são um problema ambiental e de saúde pública, já que no pico da seca há uma maior incidência de doenças respiratórias. Os brigadistas que atuam na prevenção e combate ao fogo são guerreiros, lutadores, muito bem capacitados, que merecem todo o nosso respeito e admiração”, elogiou o diretor.

 

Ele adiantou que os profissionais contratados são distribuídos em onze bases e postos avançados nas Unidades de Conservação sob a responsabilidade do Brasília Ambiental.

 

Os brigadistas utilizam equipamentos de proteção individual como gandola, capacete, óculos, capuz balaclava. “Para se proteger não apenas das chamas mas de ferimentos na própria vegetação do cerrado durante as operações, explicou Pedro Paulo.

Decreto

Caroline Schubert informou que o governo do Distrito Federal decretou emergência ambiental no DF entre abril e novembro deste ano.

 

“A medida é válida para o período de seca, que tem seu ápice nos meses de agosto e setembro. Com a decisão, os órgãos que integram o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do DF (PPCIF) começam a atuar de forma integrada, devendo adotar, de acordo com cada competência, todas as medidas necessárias para prevenir e minimizar as ocorrências e os efeitos das queimadas, ficando em alerta de prevenção e combate a incêndios florestais no período da seca”, explicou.

 

Com a situação de emergência, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e outros órgãos públicos podem fazer compras emergenciais, sem licitação, para combater queimadas.

 

Pela determinação, também ficam à disposição e de sobreaviso todo o efetivo, os equipamentos e as aeronaves de combate ao fogo para atuar em qualquer incêndio de grande proporção no Distrito Federal.

 

Assessoria de Comunicação

Secretaria do Meio Ambiente