Governo do Distrito Federal
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12/06/19 às 15h44 - Atualizado em 12/06/19 às 16h25

Produtores querem reciclar resíduos gerados na Ceasa

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Todo o resíduo orgânico produzido na Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) poderá se transformar em adubo 100% orgânico por meio de compostagem, processo biológico de decomposição. A proposta foi apresentada pela Associação dos Empresários da Ceasa-DF (Assucena), ao secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho, em reunião ocorrida na tarde desta terça-feira, (11/06), na Sema. A associação também quer implementar ações que tornem possível a reciclagem do vidro descartado no local.

 

Para Sarney Filho, a iniciativa se identifica com as ações realizadas pela Sema e com os objetivos da pasta quanto à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “Podemos estudar formas de apoio e identificar parceiros entre os entes do GDF e da iniciativa privada, para que possam viabilizar as ideias da Assucena”, disse.

 

De acordo com a presidente da Associação, Regiany Verbena, a ideia é pensar em soluções para o descarte de resíduos produzidos no Centro. “Pensamos em criar formas de captação do material que agride o meio ambiente e transformá-lo, diminuindo o montante que chega ao aterro sanitário e dando respostas à sociedade quanto ao descarte correto de resíduos”, afirma.

 

Atualmente, produtores da Chácara Felicidade, localizada em Brazlândia, fazem um projeto-piloto de produção de adubo orgânico com as sobras da Ceasa, em área da própria Assucena. A capacidade de produção é de 45kg a cada 45 minutos. “Queremos estruturar esse projeto e realizá-lo em larga escala”, explica Regiany.

 

“Com mais espaço, matéria-prima e tecnologia, poderemos chegar a 300 Kg no mesmo período de tempo”, garante o idealizador do projeto, Carlos Alberto de Barros Carvalho. De acordo com ele, se o projeto for implementado de forma permanente e com maior capacidade de operação, o material poderá ser vendido a baixo custo ou doado, o que já acontece hoje, com a contrapartida de os resíduos orgânicos serem novamente levados para a reciclagem, o que garantiria uma via de mão-dupla entre os produtores. “O composto é muito nutritivo. Não tem mau-cheiro, não atrai moscas nem gera chorume na área onde acontece”, afirma.

 

A reunião contou com a presença do subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da SEMA, Jair Tannús.

 

 

Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal

Assessoria de Comunicação