Governo do Distrito Federal
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13/06/19 às 18h43 - Atualizado em 14/06/19 às 15h59

Proteção de nascentes e rios garante segurança hídrica ao país

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(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

 

Cuidar da geração da água por meio da proteção das nascentes é a primeira preocupação que deve permear a segurança hídrica. Essa é a opinião do secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho. Ele mediou o painel Segurança Hídrica: Perspectivas, parte da programação do Seminário Segurança Hídrica promovido pelo jornal Correio Braziliense, em Brasília, nesta quinta-feira (13/6). O evento teve o apoio da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa).

 

A mesa contou com a participação de Francisco José Coelho Teixeira, secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Marília Carvalho de Melo, diretora geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam/MG) e Oscar Cordeiro Netto, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA).

 

“Temos que cuidar das bacias, recompor suas matas ciliares. Todas as grandes nações do mundo começaram em torno dos rios. Mas agora os rios precisam de socorro. Está na hora de reparar esses danos. Cuidar das nascentes e bacias hidrográficas e, aí sim, cuidar da infraestrutura”, afirmou.

 

De acordo com Sarney Filho, ao assumir a Secretaria, ele e sua equipe se debruçaram sobre essas questões e também sobre a importância do reuso da água. “Estamos fazendo um programa só para este fim. Também estamos inovando na questão da proteção com a agrofloresta, maneira de usar a dinâmica da agricultura com a floresta, que tem dado bons resultados”, disse.

 

 

Ele chamou a atenção para a importância da preservação de unidades de conservação federais estaduais e da Floresta Amazônica para a garantia da segurança hídrica, para além de questões onde o conhecimento sobre a floresta é importante, como o uso de espécies nativas na medicina.

 

“Acho importante o planejamento, a infraestrutura, a preocupação em diminuir a perda de água nos reservatórios, algo inaceitável. Mas as questões que não dizem respeito à produção de água, mas a sua condução, têm que ser vistas. Nenhuma obra de engenharia vai adiantar se não houver água”, disse.

 

Sarney Filho defendeu, ainda, a importância de hábitos culturais para garantir soluções em precaução, adaptação e mitigação. “Cuidar hoje das nossas bacias é diminuir o problema que vai acontecer no futuro”, completou.

 

Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal
Assessoria de Comunicação