Governo do Distrito Federal
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23/02/18 às 18h38 - Atualizado em 30/10/18 às 11h04

Secretaria de Meio Ambiente e Fundação de Apoio à Pesquisa do DF outorgam apoio financeiro para pesquisas ambientais

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19 projetos foram contemplados em quase R$ 1,5 milhão

 

A Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA/DF) e o Fundo de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF) outorgaram nessa sexta (23) apoio financeiro aos projetos selecionados em pesquisas aplicadas ao meio ambiente. Foram selecionadas 19 propostas sobre questões climáticas, hídricas, territoriais e de resíduos sólidos no DF e a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE). A celebração aconteceu no Palácio do Buriti.

 

Para o governador Rodrigo Rollemberg, os projetos são fundamentais para o desenvolvimento sustentável do DF.  “Todas essas linhas aqui financiadas para o conhecimento de processos ambientais são extremamente importantes para termos uma cidade sustentável e que seja exemplo para o resto do Brasil”, explica. Esta é a 2ª experiência de demanda induzida para estudos na área ambiental para fomento de Políticas Públicas. O governador também destacou que a destinação dos recursos coincide com dois momentos importantes da cidade: a construção do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE-DF) e os preparativos para receber o 8 º Fórum Mundial da Água.

 

“Considero a iniciativa um avanço importante para o Distrito Federal com as áreas da pesquisa, da ciência e tecnologia e da inovação permeando a nossa agenda ambiental”, avaliou o secretário de Meio Ambiente, Igor Tokarski. O secretário disse ainda que é fundamental aproximar a utilização das pesquisas no contexto do cenário atual para o alcance de  soluções.

 

O Presidente da FAP-DF, Tiago Coelho, explicou que o momento é uma oportunidade de promover o trabalho que vem sendo realizado na cidade em prol do desenvolvimento sustentável.  Tiago, assinou o termo com a decana de pós-graduação da Universidade de Brasília (UnB), Helena Eri Shimizu.  

 

Os recursos para custear os estudos são do Programa de Trabalho para Execução das Atividades de Fomento ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Ao todo a FAP investirá R$ 1.464.234,31 destinado a despesas de custeio a serem liberados de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira do Fundo. Este valor representa quase 50% do total disponibilizado no edital, o que garante espaço para que mais pesquisadores submetam propostas.

 

Segundo a subsecretária de Planejamento Ambiental e Monitoramento (Suplam), Maria Sílvia Rossi, o DF é uma das poucas unidades da federação a investir em pesquisas relacionadas ao meio ambiente. “O governador Rodrigo Rollemberg está cumprindo fiel e corajosamente sua promessa de campanha de priorizar a pesquisa e garantir a continuidade e qualificação dos estudos ambientais, sendo o DF o único a não contingenciar os recursos”, explica ela que também faz parte do Conselho Superior da FAP/DF.

 

Participaram do chamamento os pesquisadores, gestores, técnicos e servidores vinculados a instituições públicas ou privadas relacionadas ao meio ambiente. As 10 linhas de pesquisas para serem selecionadas foram:

 

– Água e adensamento Urbano: avaliação da disponibilidade e dinâmica hídrica sub e superficial e sua relação com a expansão urbana, seja regular ou irregular;

 

– Clima, Cerrado e Água: estudos sobre a relação entre mudanças climáticas, regime hidrológico, desmatamento, proteção e recuperação do cerrado e áreas de recarga de aquífero;

 

– Áreas protegidas e seus impactos na saúde e na qualidade de vida: impactos positivos dos parques e espaços verdes urbanos para a saúde pública; mensuração da qualidade de vida no entorno dos parques; dinâmica e geração de oportunidades econômicas no entorno dos parques, avaliação do microclima e recarga de aquífero e outros benefícios locais diretos e indiretos;

 

– Incêndios florestais e seus impactos na saúde e no clima: relação do aumento do número de doenças respiratórias com a época da seca;

 

– Gestão territorial e seus impactos na redução de gastos com infraestrutura: exemplo adensamento urbano X mobilidade X saúde;

 

– Serviços ecossistêmicos e a capacidade de valoração pela sociedade: mensuração do custo da perda dos SE no DF X oportunidades para mecanismos de pagamento por serviço ambiental no DF considerando a água, o cerrado, emissões de carbono;

 

– Gestão de resíduos sólidos: estudos sobre potencial econômico da reciclagem de resíduos no DF e oportunidades de geração de emprego e renda e custo para o erário de coleta seletiva de baixa eficiência;

 

– Boas práticas agrícolas: tecnologias e práticas produtivas que levem a um menor consumo e menor contaminação das águas tendo em perspectiva os impactos sociais, econômicos e ambientais.

 

– Biodiversidade;

 

– Educação Ambiental.