Governo do Distrito Federal
14/04/22 às 12h29 - Atualizado em 14/04/22 às 14h29

Sema apresenta resultados do diagnóstico da gestão de resíduos nos órgãos do GDF

As respostas indicam a necessidade de aprimoramento na separação dos resíduos. Setenta e um dos 100 integrantes, responderam o levantamento

 


 

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) apresentou os resultados de pesquisa realizada entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022, sobre a situação atual da gestão de resíduos em cada uma das instituições que compõem o GDF, no âmbito do Programa da Coleta Seletiva Solidária. O encontro virtual contou com a participação de 79 servidores, de 45 instituições.

 

 

Os objetivos da pesquisa eram mapear as comissões de Coleta Seletiva Solidária existentes; verificar o grau de implantação da Coleta Seletiva Solidária nas unidades sede das instituições que compõem o GDF e, estimar o volume de resíduos recicláveis gerados por eles.

 

A programação também contou com a apresentação do formulário do Relatório Semestral que cada órgão deverá preencher até julho deste ano e do modelo adotado pela Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) para gerir os resíduos.

 

De acordo com o levantamento, 71 dos 100 órgãos, enviaram respostas válidas. Destes, 43 disseram possuir Comissões de Coleta Seletiva, o que equivale a 43% do total. Vinte e oito não têm comissões e 29 não responderam. No total, os órgãos produzem 46.849 litros de resíduos por dia, o que resulta em 1,5 litro por pessoa, a cada dia. Nem todos os órgãos informaram o total de resíduos segregados em recicláveis, orgânicos e rejeitos.

 

Daqueles que informaram, obteve-se um total de 13.406 litros de recicláveis e 14.705 litros compostos por orgânicos e rejeitos. De acordo com a Gerente de Implementação da Política de Resíduos da SEMA, Maria Fernanda Teixeira, esses dados demonstram a necessidade de melhor separação dos resíduos, pois, em geral, o volume de orgânicos e rejeitos é bem menor que o de materiais recicláveis, que ocupam mais espaço.

 

Quanto ao estágio de implantação da coleta seletiva solidária, 27 órgãos responderam que já está consolidada, 23, apontaram a estratégia como parcialmente implantada, 35 estão em estágio de planejamento e 15 não possuem nenhuma iniciativa. Em 43 órgãos, as lixeiras estão identificadas quanto ao tipo de resíduo e em 28 não há este tipo de iniciativa. Quanto à capacitação, foram investigados os profissionais de limpeza e os servidores em geral. Sendo que, entre os primeiros, 42 receberam orientações específicas e, entre os segundos, 38.

 

Pandemia – Para o secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho, o programa foi altamente impactado pela pandemia de COVID-19, por conta do teletrabalho que predominou até meados de 2021. “Mas estamos retomando com força total. Em novembro do ano passado fizemos capacitações, em parceria com a Escola de Governo e, em seguida, implementamos este diagnóstico”, completou.

 

 

As conclusões do estudo, indicam a necessidade de aumento do número de órgãos com comissões. A gerente de Implementação da Política de Resíduos da Sema, Maria Fernanda Teixeira explica que se todos os órgãos que declararam ter coleta seletiva parcialmente implantada ou em planejamento participarem efetivamente do programa, se chegará a 60% das instituições do governo com coleta seletiva implantada até o final de 2022. “Também vimos a necessidade garantir a melhoria na comunicação e na infraestrutura para a gestão dos resíduos”, afirmou.

 

Programa da Coleta Seletiva Solidária – Instituído no âmbito do Governo do Distrito Federal (GDF) por meio da Lei nº 4.792/2012, regulamentada pelo Decreto nº 38.246/2017, que estabelecem a obrigatoriedade de que os resíduos recicláveis gerados pelos órgãos e entidades da Administração Pública do Distrito Federal sejam destinados às associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis.

 

Assessoria de Comunicação

Secretaria do Meio Ambiente