Governo do Distrito Federal
15/02/22 às 14h36 - Atualizado em 6/04/22 às 11h03

Novos grupos de agricultores recebem curso sobre agrofloresta

 

Dando continuidade ao projeto de Implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) mecanizados, foi iniciado no último fim de semana (12 e 13), um programa de capacitação para cerca de 20 agricultores familiares dos assentamentos Gabriela Monteiro, Dorothy Stang e Canaã, localizados na Bacia do Descoberto e Arie Granja do Ipê, na Bacia do Riacho Fundo. A iniciativa visa promover o desenvolvimento da agricultura sustentável no Distrito Federal.

 

O curso foi realizado no Sítio Colibri, no Lago Oeste. Os participantes foram pré-selecionados pelo projeto, por estarem aptos a receberem a implantação dos SAFs mecanizados e com potencial para migrarem para esse sistema de cultivo orgânico sustentável.

 

“Nessa etapa estamos implantando o projeto em 3,3 hectares de SAFs mecanizados, que irá contemplar cerca de dez propriedades. É uma extensão dessa iniciativa de boas práticas agrícolas que visam a promoção da segurança hídrica do Distrito Federal e a sustentabilidade desses ambientes”, explica a engenheira florestal e assessora especial da Subsecretaria de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema, Elisa Meirelles.

 

A ação, promovida pela Secretaria do Meio Ambiente e o Centro Internacional de Água e Transdisciplinaridade (CIRAT), teve apoio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (SEAGRI) e do Projeto CITinova. Os recursos destinados à capacitação das agricultoras e agricultores, no valor de R$ 130 mil, são provenientes de emenda parlamentar de iniciativa do deputado distrital, Leandro Grass.

 

A capacitação será realizada em dois módulos. Na primeira etapa foi ministrado o Curso Básico de Agrofloresta Sucessional, também conhecido como agricultura sintrópica. É um tipo de sistema de produção agroflorestal que, além de produzir alimentos, conserva os recursos naturais, inclusive a biodiversidade, sem a necessidade de uso de fertilizantes e agrotóxicos.

 

As aulas foram ministradas pelos especialistas em sistemas agroflorestais do CIRAT, Yumi Parralego e Igor Aveline. “Este grupo estava repleto de agricultores e agricultoras interessados em produzir, conservando o meio ambiente e a se tornarem futuros multiplicadores”, explica Aveline.

 

 

O segundo módulo aprofundará o manejo dos SAFs mecanizados. Como o uso das máquinas-piloto desenvolvidas por Ernst Götsch, financiadas pelo Projeto CITinova e utilizadas na implantação das agroflorestas aqui no DF, sendo: a subsoladora com enxada rotativa, que prepara os canteiros para o plantio; a ceifadeira-enleiadeira, que ceifa e enleira o capim para manter o solo coberto; e o podador de altura, que facilita a elevação do operador da motosserra ou da tesoura hidráulica para fazer a poda das árvores em altura.

 

Para a bióloga do CIRAT, Denise Castro, o curso é uma grande oportunidade para sensibilizar e capacitar agricultoras e agricultores rumo à opção por esse modelo, que substitui cultivos convencionais extensivos e danosos ao meio ambiente. “Espero que o curso amplie as percepções dos participantes e seja um lugar onde se sintam seguros para tomar a decisão de experimentar técnicas de cultivo mais sustentáveis”, diz.

 

Assessoria de Comunicação

Secretaria do Meio Ambiente