Governo do Distrito Federal
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23/11/17 às 15h14 - Atualizado em 30/10/18 às 11h10

Fim do Lixão

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Projeto pode viabilizar produção de energia alternativa no Lixão. Tecnologias podem reduzir contaminação e desenvolver o potencial energético dos gases ali produzidos. SLU já tem drenos para reduzir efeito estufa

 

(Brasília, 23/11/2017) – A Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) está desenvolvendo um projeto de captação de recursos junto ao Global Enviromental Fund (GEF) para realizar estudos sobre os três potenciais contaminantes do Aterro Sanitário do Jóquei, o chamado Lixão da Estrutural: o solo, a água e o ar. O objetivo é avaliar as metodologias e tecnologias mais adequadas para minimizar o impacto ambiental e remediar contaminação da área.

 

Os materiais ali depositados podem ser reaproveitados para a geração de energia solar, térmica ou de transformação da biomassa. O projeto de captação e de estudo do potencial energético está sendo desenvolvido pela Sema e deve avançar, nos próximos dias, com a assinatura de um termo de compromisso para captação e desenvolvimento de recursos, que também resultarão na experimentação de tecnologias. Os projetos foram desenvolvidos com o apoio do Departamento de Geologia da Universidade de Brasília (UnB).

 

A digestão da fração orgânica do lixo depositado no Jóquei gera chorume e gases. Esses gases têm cerca de 50% de metano e é considerado um dos principais geradores do efeito estufa. O SLU tem instalado mais de 200 drenos de gases no maciço de lixo aterrado.

 

Esses drenos capturam os gases e possibilitam a sua queima. A queima do metano produz monóxido de carbono, um gás muito menos prejudicial que o metano em termos de efeito estufa – apenas 4% do potencial original.

 

Diferentemente de um lixão, no aterro sanitário, a disposição de resíduos sólidos urbanos no solo não causa danos à saúde pública e à segurança, e minimiza os impactos ambientais do solo, do ar e da água. É feita a impermeabilização do solo, por uma manta protetora; o cercamento da área; é garantida a ausência de catadores; há um sistema de captação e queima dos gases, drenagem e o tratamento do chorume e drenagem das águas pluviais. Isso permite confinar rejeitos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível.

 

Há ainda a cobertura dos rejeitos com terra na conclusão de cada jornada de trabalho, ou a intervalos menores, se necessário, com o objetivo de evitar a proliferação de insetos e animais que possam transmitir doenças. Além disso, um aterro sanitário possui licença ambiental de instalação e de funcionamento.

 

Foto: Governo de Brasília.