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Maria da Penha ONLINE Governo do Distrito Federal
22/06/23 às 8h11 - Atualizado em 22/06/23 às 8h12

RODA DE CONVERSA – SEMEAR – LIÇÕES PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL

Dezenas de famílias moradoras de áreas nas bacias do Descoberto e do Paranoá, no Distrito Federal (DF), beneficiadas pelos Sistemas Agroflorestais (SAFs) mecanizados, reuniram-se, nesta quarta-feira (21), para participarem da avaliação da restauração de áreas de nascentes e sistemas agroflorestais com mecanização na capital federal.

 

Durante o encontro, na Fundação Casa do Cerrado, estiveram presentes na roda de conversa a Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal (SEMA), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (SEAGRE) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), através do Projeto CITinova “Promovendo Cidades Sustentáveis no Brasil por meio de planejamento urbano integrado e do investimento em tecnologias inovadoras” executada pela SEMA-DF.

 

A coordenadora do CITinova na Sema-GDF, Nazaré Soares, destaca que os sistemas agroflorestais são sistemas de produção agrícola mais amigáveis no ponto de vista ambiental porque protegem o solo e a água.

 

“A ideia é recuperar as áreas degradadas nas bacias dos rios Descoberto e Paranoá. Foram cerca de 105 produtores rurais beneficiados no intuito de garantir políticas públicas de segurança hídrica na capital federal,” informa a coordenadora.

 

A agricultura familiar é responsável por abastecer mais de 70% do consumo de alimentos dos brasileiros e brasileiras, segundo o IBGE e tem uma grande importância ambiental, social e econômica.

 

O Subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da SEMA, Glauco Amorim, explica que o público alvo nesta ação são agricultores familiares, beneficiários diretos e indiretos que vivem na região das bacias hidrográficas do Paranoá e do Descoberto.

 

O projeto foi pautado na severa crise hídrica que teve início em 2016, perdurando até 2018, no qual o impacto foi nos principais sistemas de abastecimento de Brasília.

 

Para o secretário de Meio Ambiente e ProteçãoAnimal, Gutemberg Gomes, no âmbito do Projeto CITinova no DF foram previstas diversas entregas envolvendo processos de participação e sensibilização da sociedade na construção das novas políticas, bem como no compromisso pela sustentabilidade como nas duas bacias hidrográficas do Paranoá e do Descoberto. “Então, com este projeto, iremos assegurar à população do DF, segurança hídrica, que é a capacidade da população ter acesso sustentável à água em quantidade e qualidade adequadas para a manutenção da vida”, observa.

 

De acordo com o produtor rural Atemildo Rodrigues, a vida melhorou bastante, hoje ele já coloca no prato salada que ele mesmo produz, “com este manejo os animais nativos voltaram a aparecer, o ar está mais fresco, estamos trabalhando e plantando saúde para a gente e para os outros, preservando o meio ambiente além da nossa renda estar melhorando cada dia mais. Gostaria de agradecer também este projeto que veio para nos ajudar porque não estávamos conseguindo mais produzir”, ressalta o produtor rural.

 

Assim, com esta pauta inovadora, outras ações foram implantadas além de Sistemas Agroflorestais (SAF) Mecanizados, em cerca de 20 hectares, duas Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSA) e recomposição da vegetação nativa em 80 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP) de nascentes, áreas de recarga hídrica e demais APPs degradadas das bacias hidrográficas do rio Descoberto e do rio Paranoá.

 

O projeto CITinova é coordenado pela SEMA-DF em parceria com o Ministério da Ciência Tecnologia e Informação (MCTI), o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o PNUMA, com recursos do Global Environment Facility (GEF).